2.4.07


Nova série de estudos


Após a série de estudo sobre PSF, qual foi muito elogiada através de inúmeros e-mails recebidos, hoje estaremos iniciando uma nova série: O Sistema Único de saúde - SUS. Nestes estudos, estaremos abordando os conecitos, história, aspectos gerais dentre outros temas ligados ao SUS.



Conceito: O que é o SUS?


O Sistema Único de Saúde - SUS - foi criado pela pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pelas Leis n.º 8080/90 (Lei Orgânica da Saúde) e nº 8.142/90, com a finalidade de alterar a situação de desigualdade na assistência à Saúde da população, tornando obrigatório o atendimento público a qualquer cidadão, sendo proibidas cobranças de dinheiro sob qualquer pretexto.

Do Sistema Único de Saúde fazem parte os centros e postos de saúde, hospitais - incluindo os universitários, laboratórios, hemocentros (bancos de sangue), além de fundações e institutos de pesquisa, como a FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Vital Brazil. Através do Sistema Único de Saúde, todos os cidadãos têm direito a consultas, exames, internações e tratamentos nas Unidades de Saúde vinculadas ao SUS, sejam públicas (da esfera municipal, estadual e federal), ou privadas, contratadas pelo gestor público de saúde.

fonte: http://www.saude.gov.br/susdeaz
http://www.sespa.pa.gov.br/Sus/

19.3.07


Dando continuidade ao nosso estudo sobre o Programa Saúde da Família, hoje, abordaremos a segunda parte do tema "Controle e Avaliação do PSF"

CONTROLE E AVALIAÇÃO DO P S F(parte 2)




Os principais instrumentos de coleta do SIAB



" Ficha de cadastro das famílias e levantamento de dados sócio-sanitários, preenchida pelo agente comunitário de saúde (ACS) no momento do cadastramento das famílias, sendo atualizada permanentemente;
" Fichas de acompanhamento de grupos de risco e de problemas de saúde prioritários, preenchidas mensalmente pelos agentes comunitários de saúde, no momento de realização das visitas domiciliares;
" Fichas de registro de atividades, procedimentos e notificações, produzidas mensalmente por todos os profissionais das equipes de saúde. Os dados gerados através das fichas de coleta são, em grande parte, agregados, e alguns deles são consolidados antes de serem lançados no programa informatizado. Uma vez processados os dados, são produzidos os relatórios de indicadores do SIAB. São eles:
" Consolidado de famílias cadastradas - apresenta os indicadores demográficos e sócio-sanitários por micro-área, área, segmento territorial, zona (urbana/rural), município, estado e região;
" Relatório de Situação de Saúde e Acompanhamento das Famílias - que consolida mensalmente as informações sobre situação de saúde das famílias acompanhadas por área, segmento territorial, zona (urbana/rural), município, estado e região;
" Relatório de produção e marcadores para avaliação - que consolida mensalmente as informações sobre produção de serviços e a ocorrência de doenças e/ou situações consideradas como marcadoras por área, segmento territorial, zona (urbana/rural), município, estado e região.

Reformulação do Siab - Desde o ano de 2001, levando-se em conta os limites do Siab acima relacionados bem como a necessidade de racionalizar a coleta de dados no nível local e o número de sistemas e aplicativos, o MS vem trabalhando na perspectiva de disponibilizar um sistema de informação, que amplie seu escopo e extrapole os limites do PACS/PSF.

Ampliando o conceito da atenção básica e das atribuições desse nível de atenção, atualmente vem elegendo o que seria objeto de monitoramento a ser contemplado pelo sistema, de acordo também com a Política de Informação e Informática para o SUS.

As discussões avançaram no sentido do Siab estar incorporando variáveis e indicadores essenciais para o monitoramento da atenção básica do sispré-natal, Sis-Hiperdia, Siapi, SIA e Sistema Bolsa-Alimentação além da integração com o Sistema Cartão Nacional de Saúde, Sistema do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (Scnes) e Sistema do cadastro nacional de usuários e domicílios (Cadsus).

Inova ao trazer para o contexto do monitoramento as ações voltadas para a vigilância e a promoção da saúde. Neste sentido, as discussões e definições têm passado por todas as áreas que têm interface com a atenção básica, garantindo os avanços do Siab atual, já referidos anteriormente.

A etapa final de reformulação do Siab está prevista para o 1º semestre de 2004. A proposta que vem sendo desenhada e o acompanhamento junto às secretarias estaduais e municipais de saúde integra a política de institucionalização da avaliação na atenção básica, contribuindo para a reorganização da atenção à saúde.


8.3.07


Dando continuidade ao nosso estudo sobre o Programa Saúde da Família, hoje, abordaremos a primeira parte do tema "Controle e Avaliação do PSF"



CONTROLE E AVALIAÇÃO DO P S F


O acompanhamento das ações e os resultados das atividades realizadas pelas equipes do PACS/PSF são monitorados pelo Sistema de Informação de Atenção Básica (Siab). Criado em 1998, foi pensado como instrumento gerencial dos Sistemas Locais de Saúde, adotando como conceitos básicos território, problema e responsabilidade sanitária, completamente inserido no contexto de reorganização do SUS no país, o que fez com que assumisse características distintas dos demais sistemas existentes. Tais características significaram avanços concretos no campo da informação em saúde. Dentre elas, destacamos:

" micro-espacialização de problemas de saúde e de avaliação de intervenções;
" utilização mais ágil e oportuna da informação;
" produção de indicadores capazes de cobrir todo o ciclo de organização das ações de saúde a partir da identificação de problemas;
" consolidação progressiva da informação partindo de níveis menos agregados para mais agregados.

O SIAB


O Siab é um sistema de informação territorializado, cujos dados são gerados por profissionais de saúde das equipes de saúde da família, coletados em âmbito domiciliar e em unidades básicas nas áreas cobertas pelo PACS/PSF.

O fato da coleta de dados se referir a populações bem delimitadas tem possibilitado a construção de indicadores populacionais referentes às áreas de abrangência do Programa, que podem ser agregadas em diversos níveis.
A agregação dos dados confere grande agilidade ao Sistema, gerando uma informação oportuna, no processo de decisão em saúde, o que tem sido apontado com uma de suas vantagens.

Aliada a esta característica, o seu grande nível de desagregação favorece sua utilização enquanto instrumento de planejamento e gestão local. Entre os diversos Sistemas de Informação em Saúde, é o que trabalha com o nível de desagregação das microáreas.

O Siab possui um amplo elenco de indicadores, permitindo a caracterização da situação sócio-sanitária e do perfil epidemiológico e o acompanhamento das ações de saúde desenvolvidas.

Vale destacar que se trata do único sistema de informação de saúde que disponibiliza indicadores sociais, permitindo aos gestores municipais monitorar condições sócio-demográficas das áreas cobertas, que só estão disponíveis neste nível de desagregação nos anos censitários.


Limites do SIAB


Os limites do SIAB estão relacionados, principalmente, à realização de análises que requerem a individualização de dados, às restrições relacionadas ao fato de só abranger unidades básicas de saúde onde atuam equipes de saúde da família, a problemas de natureza tecnológica do sistema informatizado e ao fato de apresentar um elenco muito extenso de variáveis a serem coletadas e formulários a serem preenchidos.

Com relação a esta última questão, vale ressaltar que este não é um problema específico do SIAB, mas reflexo da organização histórica do próprio sistema de saúde e de seus efeitos sobre os sistemas de informação. A multiplicidade de formulários a serem preenchidos nas unidades de saúde para atender às demandas dos diferentes sistemas, a inexistência de uma cultura institucional de análise e a pouca qualificação dos profissionais de saúde no manejo de informações tem implicado na pouca utilização de dados pelos diferentes níveis do sistema, criando uma enorme contradição na medida em que o esforço de produção da informação em saúde se sustenta na possibilidade de sua efetiva utilização para o conhecimento da realidade e para o processo de decisão.

28.2.07


Continuando nosso estudo sobre PSF, hoje falaremos sobre o seu funcionamento





Como começou


A estratégia do PSF foi iniciada em junho de 1991, com a implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Em janeiro de 1994, foram formadas as primeiras equipes de Saúde da Família, incorporando e ampliando a atuação dos agentes comunitários (cada equipe do PSF tem de quatro a seis ACS; este número varia de acordo com o tamanho do grupo sob a responsabilidade da equipe, numa proporção média de um agente para 150 a 200 famílias).
Funcionando adequadamente, as unidades básicas do programa são capazes de resolver 85% dos problemas de saúde em sua comunidade, prestando um atendimento de bom nível, prevenindo doenças, evitando internações desnecessárias e melhorando a qualidade de vida da população.

Como funciona


Atribuições dos membros das equipes:

Médico:
Atende a todos os integrantes de cada família, independente de sexo e idade, desenvolve com os demais integrantes da equipe, ações preventivas e de promoção da qualidade de vida da população.

Enfermeiro:
Supervisiona o trabalho do ACS e do Auxiliar de Enfermagem, realiza consultas na unidade de saúde, bem como assiste às pessoas que necessitam de cuidados de enfermagem, no domicílio.

Auxiliar de enfermagem:
Realiza procedimentos de enfermagem na unidade básica de saúde, no domicílio e executa ações de orientação sanitária.

Agente Comunitário de Saúde:
Faz a ligação entre as famílias e o serviço de saúde, visitando cada domicílio pelo menos uma vez por mês; realiza o mapeamento de cada área, o cadastramento das famílias e estimula a comunidade.

Cada equipe é capacitada para:


conhecer a realidade das famílias pelas quais é responsável, por meio de cadastramento e diagnóstico de suas características sociais;

· demográficas e epidemiológicas;

· identificar os principais problemas de saúde e situações de risco aos quais a população que ela atende está exposta;

· elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para enfrentar os determinantes do processo saúde/doença;

· prestar assistência integral, respondendo de forma contínua e racionalizada à demanda, organizada ou espontânea, na Unidade de Saúde da Família, na comunidade, no domicílio e no acompanhamento ao atendimento nos serviços de referência ambulatorial ou hospitalar;

· desenvolver ações educativas e intersetoriais para enfrentar os problemas de saúde identificados.

Como Implantar


A implantação do Programa Saúde da Família depende, antes de tudo, da decisão política da administração municipal, que deve submeter a proposta ao Conselho Municipal de Saúde e discutir o assunto com as comunidades a serem beneficiadas. O Ministério da Saúde, juntamente com as Secretarias Estaduais de Saúde, está empenhado em dar todo o apoio necessário à elaboração do projeto e à sua implantação, que começa com as seguintes etapas:

· identificar as áreas prioritárias para a implantação do programa; mapear o número de habitantes em cada área;

· calcular o número de equipes e de agentes comunitários necessários;

· adequar espaços e equipamentos para a implantação e o funcionamento do programa;

· solicitar formalmente à Secretaria Estadual de Saúde a adesão do município ao PSF;

· selecionar, contratar e capacitar os profissionais que atuarão no programa.



9.2.07


Programa Saúde da Família - PSF




A partir de hoje estaremos fazendo, em nosso blog, um estudo do Programa Saúde da Família - PSF, visando proporcionar aos nossos visitantes informações referentes a este programa

Principal Propósito do PSF



Reorganizar a prática da atenção à saúde em novas bases e substituir o modelo tradicional, levando a saúde para mais perto da família e, com isso, melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.

A estratégia do PSF prioriza as ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde das pessoas, de forma integral e contínua.

O atendimento é prestado na unidade básica de saúde ou no domicílio, pelos profissionais (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde) que compõem as equipes de Saúde da Família.


Assim, esses profissionais e a população acompanhada criam vínculos de co-responsabilidade, o que facilita a identificação e o atendimento aos problema de saúde da comunidade.

Diante dos ótimos resultados já alcançados, o Ministério da Saúde está estimulando a ampliação do número de equipes de Saúde da Família no Brasil.


PSF


A partir de hoje estaremos fazendo, em nosso blog, um estudo do Programa Saúde da Família - PSF, visando proporcionar aos nossos visitantes informações referentes a este programa

22.11.06



AMAMENTAÇÃO



O leite materno é forte e adequado para o bebê, que não vai necessitar de outro alimento até os 6 meses de idade.
Depois dessa idade o leite deve ser mantido, mas acompanhado de outros alimentos da família.

Vantagens
. O leite materno é o alimento mais completo que existe para o bebê. Por isso não é preciso completar com outros leites, mingaus ou suquinhos;
. O leite materno é muito fácil de digerir e não sobrecarrega o intestino e os rins do bebê. Isso explica porque as fezes do bebê são aguadas, e a urina é bem clarinha e abundante;
. Ele protege o bebê da maioria das doenças;
. É prático, não precisa ferver, misturar, coar, dissolver ou esfriar;
. Está sempre pronto, a qualquer hora ou lugar;
. Transmite amor e carinho, fortalecendo os laços entre a mãe e bebê;
. Protege a mãe da perda de sangue em grande quantidade depois do parto;
. A amamentação diminui as chances de a mãe ter câncer de mama e de ovário.


Existe leite fraco?
Não. O leite nunca é fraco. A aparência do leite muda conforme a fase da amamentação: nos primeiros dias o leite é em pequena quantidade, grosso e transparente. É o colostro, um leite muito concentrado, nutritivo e com muitos anticorpos. É a primeira vacina do bebê. No começo da vida é muito importante receber o colostro a toda hora. Além de dar proteção, ajuda a treinar o jeito de mamar.
Com o passar do tempo, o leite muda de aparência conforme a duração da mamada: no início ele é branco aguado; no final, é amarelo e gorduroso.

O que se deve fazer para aumentar a quantidade de leite?
Quanto mais o bebê mama, mais leite a mãe produz. A produção de leite acontece quando o bebê suga. Para aumentar a quantidade de leite, amamentar mais vezes ou durante a noite ajuda.

Os alimentos que a mãe come podem prejudicar a amamentação?
Não, a maioria dos alimentos não afeta a amamentação. Comer um pouco mais que o habitual é suficiente para essa fase em que o corpo está produzindo leite.
As bebidas alcóolicas são desaconselháveis porque podem embebedar o bebê.

Quando a mãe engravida novamente pode continuar a amamentar?
Sim. Uma nova gestação não prejudica o leite, mesmo que mude um pouquinho o seu gosto. O bebê às vêzes estranha, mas logo se acostuma. A amamentação não costuma prejudicar o bebê que está se formando. O médico que acompanha o pré-natal vai orientar essa nova gravidez.




19.11.06



ANOREXIA NERVOSA




Sinônimos
Anorexia, transtornos alimentares

O que é?
Anorexia nervosa é um transtorno alimentar no qual a busca implacável por magreza leva a pessoa a recorrer a estratégias para perda de peso, ocasionando importante emagrecimento. As pessoas anoréxicas apresentam um medo intenso de engordar mesmo estando extremamente magras. Em 90% dos casos, acomete mulheres adolescentes e adultas jovens, na faixa de 12 a 20 anos. É uma doença com riscos clínicos, podendo levar à morte por desnutrição.

O que se sente?

Perda de peso em um curto espaço de tempo.
Alimentação e preocupação com peso corporal tornam-se obsessões
Crença de que se está gordo, mesmo estando excessivamente magro.
Parada do ciclo menstrual (amenorréia).
Interesse exagerado por alimentos.
Comer em segredo e mentir a respeito de comida.
Depressão, ansiedade e irritabilidade.
Exercícios físicos em excesso.
Progressivo isolamento da família e amigos.

Complicações médicas

Desnutrição e desidratação.
Hipotensão (diminuição da pressão arterial).
Anemia.
Redução da massa muscular
Intolerância ao frio.
Motilidade gástrica diminuída.
Osteoporose (rarefação e fraqueza óssea).
Amenorréia (parada do ciclo menstrual).
Infertilidade em casos crônicos.

Quais são as causas?

Não existe uma causa única para explicar o desenvolvimento da anorexia nervosa. Essa síndrome é considerada multideterminada por uma mescla de fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais. Alguns estudos chamam atenção que a extrema valorização da magreza e o preconceito com a gordura nas sociedades ocidentais estaria fortemente associada à ocorrência desses quadros.

Como se desenvolve?

A preocupação com o peso e a forma corporal leva o adolescente a iniciar uma dieta progressivamente mais seletiva, evitando ao máximo alimentos de alto teor calórico. Aparecem outras estratégias para perda de peso como, por exemplo: exercícios físicos excessivos, vômitos, jejum absoluto.
A pessoa segue se sentindo gorda, apesar de estar extremamente magra, acabando por se tornar escrava das calorias e de rituais em relação à comida. Isola-se da família e dos amigos, ficando cada vez mais triste, irritada e ansiosa. Dificilmente, a pessoa admite ter problemas e não aceita ajuda de forma alguma. A família às vezes demora para perceber que algo está errado. Assim, as pessoas com anorexia nervosa podem não receber tratamento médico, até que tenham se tornado perigosamente magras e desnutridas.

Como se trata?

O tratamento deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar formada por psiquiatra, psicólogo, pediatra, clínico e nutricionista, em função da complexa interação de problemas emocionais e fisiológicos nos transtornos alimentares.
Quando for diagnosticada a anorexia nervosa, o médico deve avaliar se o paciente está em risco iminente de vida, requerendo, portanto, hospitalização.
O objetivo primordial do tratamento é a recuperação do peso corporal através de uma reeducação alimentar com apoio psicológico. Em geral, é necessário alguma forma de psicoterapia para ajudar o paciente a lidar com sua doença e com as questões emocionais subjacentes.
Psicoterapia individual, terapia ou orientação familiar, terapia cognitivo-comportamental (uma psicoterapia que ensina os pacientes a modificarem pensamentos e comportamentos anormais) são, em geral, muito produtivas.
Para o quadro de anorexia nervosa não há medicação específica indicada. O uso de antidepressivos pode ser eficaz se houver persistência de sintomas de depressão após a recuperação do peso corporal.
O tratamento da anorexia nervosa costuma ser demorado e difícil. O paciente deve permanecer em acompanhamento após melhora dos sintomas para prevenir recaídas.

Como se previne?

Uma diminuição da pressão cultural e familiar com relação à valorização de aspectos físicos, forma corporal e beleza pode eventualmente reduzir a incidência desses quadros. É fundamental fornecer informações a respeito dos riscos dos regimes rigorosos para obtenção de uma silhueta "ideal", pois eles têm um papel decisivo no desencadeamento dos transtornos alimentares.



5.11.06



Endireite sua coluna


Entre as dores que mais levam pacientes aos consultórios, os problemas na coluna se destacam. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 80% da população sofrerá com algum tipo de incômodo na região das costas. A boa notícia é que "na imensa maioria dos casos, o problema é facilmente solucionado", tranqüiliza o ortopedista da Unifesp, Sérgio Nicoletti.

As dores nas costas podem ser provenientes de uma série de fatores, divididos em físicos e emocionais. Um jovem que fez um esforço físico exagerado, por exemplo, acaba sofrendo as dores causadas pelo estiramento muscular, enquanto um empresário estressado enfrenta dores ligadas à tensão do dia-a-dia. Além das causas, alguns sintomas diferenciam o problema e indicam o tipo de tratamento.

O especialista da Unifesp explica, a seguir, quais são as características dos principais desvios da coluna e como o paciente deve proceder em cada um dos casos.

Estiramento muscular
O sintoma é facilmente notado por quem abusou da carga nos exercícios físicos ou carregou peso demais, eventualmente. A dor na região lombar é característica marcante nestes casos. "Se ela aparecer depois de um esforço exagerado, dura, no máximo, cinco dias", alerta Sérgio. Nestes casos, a solução se resume a repouso e analgésico. Fazer uma compressa local, com uma toalha quente ou um travesseveiro elétrico, também pode ajudar.

Hérnia de disco
Também caracterizado pelo incômodo ou fraqueza na região lombar, o problema chega a causar dores nos músculos das pernas, independentemente dos esforços físicos. "A hérnia também não responde tão rápido aos analgésicos. Se a dor persistir por mais de cinco dias, é um indício da doença e o paciente deve procurar um especialista", diz o ortopedista. A pressão que um dos discos intervertebrais, mal posicionado, faz sobre o nervo provoca a sensação de pinçada. Diversos motivos explicam a origem do mal, entre eles permanecer sentado por muito tempo ou receber pancadas nessa região do corpo. Quanto aos tratamentos, Sérgio explica que existem basicamente dois tipos: os conservadores, em que técnicas como fisioterapia, acupuntura, quiropraxia, rolfing são aliadas a repouso e analgésicos. Nas situações mais urgentes, a cirurgia é a saída, retirando a hérnia através de um pequeno corte nas costas.

Tensão
Causada por situações estressantes, este tipo de dor pode aparecer em qualquer região das costas e está frequentemente ligada à má postura ou distúrbios emocionais. Por não apresentarem sinais tão nítidos, o diagnóstico deve ser feito a partir da análise das causas. Sérgio ressalta que "é preciso verificar os aspectos ergonômicos do local de trabalho da pessoa e seus hábitos, não só levando em consideração como ela se movimenta, mas também como reage aos problemas e se anda estressada". Dependendo do caso, vale lançar mão de analgésicos, fazer repouso ou procurar uma técnica de reposição postural.

Escoliose
A mais comum das três "oses" (as outras duas você confere logo a seguir) é caracterizada por uma curvatura anormal da coluna, que forma um S em alguma das suas divisões. Esse entortamento pode ser uma resposta do corpo a vícios de postura, ou mesmo, um problema de nascença. Não causa dor assim que surge, mas com o tempo o desconforto ganha cadeira cativa. Isso porque a incorreção de um trecho da coluna acaba exigindo compensação, e o resultado é uma postura completamente capenga. Carolina Sanchez, 21 anos, descobriu o problema há dois depois de ir ao médico queixando-se de dor na região lombar. "Essa dor era fraca no começo, mas foi ficando cada vez mais intensa. Até hoje não sei se sempre tive ou adquiri o desalinhamento", afirma. Sendo ou não de nascença, o problema é solucionado da mesma forma: terapias de reeducação postural. No caso de Carolina, sessões de RPG (reeducação postural global) aliviaram as dores e colocaram as vértebras no lugar certo.

Cifose
Sabe a célebre corcunda? Trata-se da cifose, problema causado pelo arqueamento da coluna cervical (essa parte próxima ao pescoço). E é justamente nas redondezadas da nuca e dos ombros que as dores aparecem. Mais uma vez, a receita repete-se na correção: o único jeito de se livrar da aparência e da dor desagradável é buscar tratamentos de realinhamento postural.

Lordose
O bumbum empinado demais, muitas vezes, não é artifício para chamar a atenção, mas sintoma de uma deformidade conhecida como lordose. Nesse caso, o desalinhamento ocorre na região lombar da coluna (ali no finzinho dela, já próximo ao quadril). "As curvaturas naturais do início e do final da coluna são denominadas de cifose e lordose, respectivamente. E damos o mesmo nome ao desvio, quando essas curvas ganham proporções exageradas", explica Sérgio. A lordose, segundo ele, é o desvio de solução mais simples. Isso porque, normalmente, é causada por um só fator: os famigerados desvios de postura.




[ fonte: minhavida.com.br ]

30.10.06




HIDROCEFALIA

Estou acompanhando uma gestante, com 28 semanas de gestação descobriu que seu bebê é portador de hidrocefalia.
Por este motivo resolvi postar algo sobre este assunto.


Hidrocefalia é o acúmulo anormal e excessivo de líquor dentro dos ventrículos ou do espaço subaracnóide. É tipicamente associado com dilatação ventricular e aumento da pressão intracraniana; pode ocorrer em crianças (diversas faixas etárias) ou adultos, tendo causas específicas

Pode ser classificado como hidrocefalia comunicante ou não comunicante, dependendo da sua etiologia; outro termo utilizado é a hidrocefalia ex-vácuo, quando relacionado com atrofia cerebral

Hidrocéfalo não comunicante se refere a hidrocefalia que resulta de lesões que obstruem o sistema ventricular e hidrocéfalo comunicante se refere a lesões que afetam e obstruem o espaço subaracnóide.

Algumas causas de hidrocefalia infantil podem ser por obstrução liquórica, tais como: gliose, cisto colóide, gliomas, craniofaringeomas, cistos de aracnóide, meduloblastomas, ependimomas, astrocitomas, tumores, estenose.

Outras causas de hidrocefalia comunicante são:
trauma
hemorragia subaracnóide
infecção
Idiopática

É importante considerar em crianças prematuras a hemorragia intraventricular com hidrocéfalo pós-hemorrágico (ocorre cerca de 4 semanas após).

A variação da sintomatologia vai estar diretamente ligada à faixa etária da criança.

prematuros/lactentes: apnéia, bradicardia, fontanela tensa, veias do escalpo dilatadas, formato do crânio globóide, aumento do perímetro cefálico (vários centímetros em poucos dias)

Infantes: irritabilidade, vômitos, náuseas, macrocefalia, fontanela tensa, dificuldade para fixação e controle da cabeça, alteração ocular (sinal do "sol poente" - compressão mesencefálica).

crianças mais velhas: dor de cabeça, vômitos, letargia, diplopia, edema de papila, hiperrreflexia, clônus.

A suspeita de hidrocefalia deve ser feita nas crianças que têm os sintomas descritos anteriormente; verificação na anamnese com a mãe sobre dados do pré-natal, exame neurológico (com medição de perímetro cefálico diário).

Devem ser considerados exames complementares como: ultra-som (para verificação de tamanho ventricular, massas), tomografia de crânio e ressonância magnética de crânio, para ajudar no diagnóstico.

Utilizam-se medidas para fazer o escoamento desse excesso de líquor ventricular com a adoção de válvulas para drenagem deste líquido para o peritônio (derivação ventrículo peritonial - DVP); ou para o átrio (derivação ventrículo atrial - DVA)

Existem algumas medicações que fazem baixar a produção liquórica (acetazolamida), porém nem sempre tão eficientes

É importante salientar que são crianças que necessitam de acompanhamento neurológico intenso e verificação do grau de desenvolvimento que pode ou não sofrer prejuízo.


28.10.06




DIARRÉIA

As principais características da diarréia são o aumento do número de evacuações e a perda de consistência das fezes, que se tornam aguadas.
Uma das piores complicações da diarréia é a desidratação. Adultos são mais resistentes, mas bebês, crianças e idosos desidratam-se com facilidade. Boca seca, lábios rachados, letargia, confusão mental e diminuição da urina são sintomas de desidratação que, além de diminuir as reservas de água do corpo humano constituído por cerca de 75% de água, reduzem os níveis de dois importantes minerais: sódio e potássio.

Causas
1) Toxinas bacterianas como a do estafilococus;
2) Infecções por bactérias como a Salmonella e a Shighella;
3) Infecções virais;
4) Disfunção da motilidade do tubo digestivo;
5) Parasitas intestinais causadores de amebíase e giardíase;
6) Efeitos colaterais de algumas drogas, por exemplo, antibióticos, altas doses de vitamina C e alguns medicamentos para o coração e câncer;
7) Abuso de laxantes;
8) Intolerância a derivados do leite pela incapacidade de digerir lactose (açúcar do leite);
9) Intolerância ao sorbitol, adoçante obtido a partir da glicose.

Tipos de diarréia:
.Diarréia comum: caracteriza-se normalmente por provocar apenas fezes soltas e aguadas. Ocorre mais em crianças. Pode estar associada a uma combinação de estresse, remédios e alimentos. Por exemplo, excesso de gorduras, de cafeína, mudança do tipo de água ingerida ou mesmo ansiedade diante de acontecimentos importantes podem provocar esse tipo de diarréia;

·Diarréia infecciosa ¿ comum em crianças, provoca além dos sintomas da diarréia comum, febre, perda de energia e de apetite. É causada por viroses e bactérias. Se não for convenientemente tratada, pode demorar até uma semana os sintomas desaparecerem;

·Amebíase ¿ pode ocasionar desde leve dor de estômago e flatulência até febre, prisão de ventre, debilidade física e fezes aguadas com manchas de sangue. É causada por um protozoário que invade o sistema gastrintestinal transportado por água ou comida contaminada. Infecção típica dos trópicos, manifesta-se também nos habitantes de regiões de clima temperado;

·Giardíase ¿ causada pela giárdia, um protozoário, seus sintomas variam da simples dor estomacal à diarréia persistente ou à presença de fezes pastosas. Outros sintomas também podem aparecer: desconforto abdominal, eructação (arroto), dor de cabeça e fadiga. A giárdia espalha-se no aparelho digestivo através da ingestão de água e alimentos contaminados. Também pode ser transmitida por relações sexuais ou por excrementos;

·Intolerância à lactose ¿ algumas pessoas não conseguem digerir a lactose, açúcar encontrado no leite e seus derivados, porque não produzem uma enzima chamada lactase. Entre seus sintomas, destacam-se tanto diarréia quanto prisão de ventre, desarranjos estomacais e gases.

Recomendações
·Beba muito líquido, de 2 a 3 litros por dia. Como a água não repõe a perda de sódio e potássio, procure suprir essa necessidade com soro caseiro ou outros líquidos que contenham tais substâncias. Pessoas com pressão alta, diabetes, glaucoma, doenças cardíacas ou com histórico de derrames devem consultar o médico antes de ingerir bebidas que contenha sódio porque correm o risco de elevar a pressão;

·Não deixe de comer. Em geral, pessoas com diarréia associam comida à disfunção gastrintestinal e suspendem toda a alimentação. Tal medida, além de agravar o quadro de desidratação, suspende o fornecimento dos nutrientes necessários para o organismo reagir. Prefira ingerir arroz, caldos de carne magra, bananas, maçãs e torradas. Esses alimentos dão mais consistência às fezes e a banana, especialmente, é rica em potássio;

·Suspenda a ingestão de alimentos com resíduos: saladas, bagaço de frutas e fibras;

·Chás de camomila, erva-doce e hortelã, por exemplo, podem ajudar;

·Evite café, leite, sucos de frutas e álcool que é um desidratante poderoso;

·Evite alimentos muito temperados ou com alto teor de gordura (frituras, alguns cortes de carne, embutidos, etc.) até que as fezes voltem ao normal;

·Não faça uso de adoçantes à base de sorbitol;

·Não se esqueça de lavar bem as mãos várias vezes por dia e, especialmente, antes das refeições ;

·Não deixe de ferver a água de rios, lagos, riachos ou mesmo a de torneiras nos locais em que não seja tratada, se tiver necessidade de bebê-la;

·Não beba refrigerantes ou outra bebida qualquer no próprio vasilhame. Use um copo limpo;

·Faça gelo com água tratada ou fervida;

·Evite consumir leite e derivados, se tiver intolerância à lactose. Lembre-se, porém, de suprir a necessidade de cálcio ingerindo alimentos como salmão, tofu, etc.

Advertência
Diarréia pode ser sintoma inicial de várias doenças sérias: úlcera gastrintestinal, alguns tipos de câncer, AIDS e de patologias que acarretam a má absorção dos nutrientes. Não se descuide e procure assistência médica imediatamente:

·se os sintomas não passarem em um ou dois dias. Crianças e idosos desidratam muito depressa. É preciso estar alerta;

·se houver presença de sangue nas fezes que adquirem coloração preta ou avermelhada;

·se as fezes adquiriram aspecto volumoso e com traços evidentes de gordura indicativos de má absorção;

·se os episódios de diarréia forem repetidos e, principalmente, se eles se alternarem com crises de prisão de ventre (sintomas sugestivos de tumores intesti


25.10.06




DSTs


As DST acompanham a história da humanidade. Durante a evolução da espécie humana, as DST vêm acometendo pessoas de todas as classes, sexos e religiões.
No tempo da Grécia antiga foram chamadas de doenças venéreas, como referência a Vênus, a Deusa do Amor.
A gonorréia, descrita em passagens da Bíblia, só teve o seu agente causador identificado em 1879.
A sífilis, que até o século XV era desconhecida, teve seus primeiros registros em figuras encontradas em tumbas do Egito no tempo dos faraós.
No início do século XX, o cientista Shaudinn descobre que a sífilis é causada por uma bactéria, chamada de Treponema pallidum. Em seguida, outro cientista, Wassermann, desenvolve um teste feito no sangue, o VDRL, que serve para detectar a infecção.
Com a descoberta da penicilina, na década de 40, as epidemias de algumas DST começam a recuar.
Nos anos 60/70, com a descoberta da pílula anticoncepcional e com a maior liberdade sexual entre os jovens, voltam a aumentar os números de casos de DST em todo mundo.
Nos anos 80/90 observou-se um aumento dramático dos casos de sífilis e gonorréia, muitos dos quais têm ocorrido na população adolescente e de adultos jovens.
As DST são atualmente um grande problema de saúde pública no Brasil, principalmente porque facilitam a transmissão do HIV, o vírus que causa a aids, tendo portanto uma parcela de responsabilidade pela atual dimensão da epidemia da aids.
DST significa Doença Sexualmente Transmissível. As DST mais comuns são: gonorréia, clamídia, tricomoníase, sífilis, condiloma acuminado (verruga genital), cancro mole, herpes genital, hepatite B e infecção por HIV (o vírus da Aids).
O que causa as DST?
As DST são causadas por vírus, bactérias e parasitas. Os vírus são causadores de uma grande parte das DST, como verrugas genitais, herpes genital, hepatite B e a infecção pelo HIV (o vírus da Aids). As bactérias causam doenças como a gonorréia, a clamídia, o cancro mole e a sífilis. Escabiose (sarna), tricomoníase e piolho púbico (chato) são DST causadas por parasitas.
Que relação existe entre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e a aids?
A presença de uma DST aumenta o risco de contrair e transmitir o HIV. Isto ocorre por causa de feridas e de inflamações nas mucosas e pele dos genitais, que ocorrem com freqüência nas DST.
Se você suspeitar de que pode ter contraído ou que esteve exposto a uma DST, deve procurar imediatamente um médico.
Uma pessoa que tem uma DST deve estar consciente de que se mantiver relações sexuais sem proteção, está se expondo a um risco maior de contrair o HIV.
As transmissões sucessivas de DST de uma pessoa para outra forma o que chamamos de cadeia de transmissão. Essa cadeia só é quebrada quando o doente e o(a) parceiro(a) são tratados corretamente.
É muito importante que a pessoa portadora de uma DST comunique o parceiro procurando sensibilizá-lo para fazer o tratamento
DST tem cura?
A maioria das DST pode ser curadas, com exceção daquelas causadas por vírus.
Algumas DST, se não tratadas rapidamente, podem causar danos aos órgãos reprodutores levando à esterilidade (incapacidade de gerar filhos), tanto em homens como em mulheres; podem também predispor ao câncer, causar lesões no coração e cérebro, e em alguns casos, morte.
Em muitas DST, os sintomas e sinais são difíceis de serem reconhecidos, e somente após danos graves, os pacientes tomam alguma providência. Isso acontece principalmente com mulheres.
Uma secreção anormal do pênis, ânus ou da vagina, sensação de ardência ao urinar, bolhas, úlceras ou verrugas nos genitais, dor na região pélvica ou abdominal, dor durante a relação sexual, são possíveis sintomas de DST. Se uma pessoa tem algum dos sintomas mencionados acima, deve interromper as relações sexuais e ir a uma clínica ou um hospital para ser examinada.
Como são transmitidas as DST?
As DST são transmitidas por meio de relação sexual: anal, vaginal e oral. Podem ser transmitidas a partir do momento em que a pessoa se infecta e até mesmo depois que inicia o tratamento, ou seja, mesmo não apresentando nenhum sintoma ou sinal você pode estar transmitindo a doença.
Quem são os portadores assintomáticos?
Portador assintomático é a pessoa que foi infectada e não apresenta manifestações da doença. Os ¿portadores assintomáticos¿ são, em grande parte, os principais transmissores das DST, pois não percebendo que estão infectados não procuram tratamento e nem se cuidam para evitar o contágio dos parceiros.
Como se interrompe a cadeia de transmissão?
A cadeia de transmissão só é interrompida quando a pessoa portadora de DST e os parceiros são tratados e passam a usar camisinha de forma correta em todas as suas relações sexuais.
Existem outras formas de transmissão das DST?
As DST são transmitidas principalmente pela via sexual. Todavia, existem DST como a sífilis e a hepatite B, que a exemplo do HIV podem ser transmitidas por sangue infectado e da mulher grávida infectada para o filho (durante a gestação, parto ou pela amamentação).
Quais são as conseqüências das DST não tratadas adequadamente?
As doenças sexualmente transmissíveis podem trazer graves conseqüências à saúde do homem, da mulher e dos bebês.
As DST, principalmente aquelas em forma de feridas, aumentam o risco de transmissão do vírus da aids.
O condiloma pode predispor ao câncer de colo de útero na mulher e do pênis no homem.
A sífilis pode evoluir para cegueira ou doenças neurológicas. Pode ser transmitida ao feto durante a gravidez, causando no bebê deformidades ósseas, surdez, retardamento mental. Também podem ocorrer abortamento ou morte do bebê.
Na mulher, a gonorréia não tratada adequadamente pode causar esterilidade e até a morte.
Por outro lado, algumas DST não tratadas na mulher grávida se estendem também à criança, que pode ser contaminada dentro do útero, pelo sangue da mãe, ou durante o parto.
A aids pode ser transmitida da mãe para o bebê, ainda no útero, na hora do parto ou pela amamentação.
A gonorréia pode passar para a criança durante o parto, causando no bebê uma doença chamada oftalmia gonocócica que, se não tratada corretamente, poderá levar à cegueira.
O controle pré-natal (exames que toda mulher grávida deve fazer) pode prevenir as conseqüências das DST e de outras doenças na mulher e no bebê.
como agir em caso de suspeita de DST?
· Evitar a atividade sexual; caso não seja possível, usar camisinhas em todas as relações sexuais para diminuir os riscos de transmissão.
· Realizar tratamento médico para evitar a contaminação de outras pessoas e o risco de infectar-se pelo vírus da aids.
· Comunicar às pessoas com quem teve relação sexual e orientá-las para que procurem também um serviço de saúde, mesmo que elas não apresentem sintomas.
· Seguir corretamente as recomendações médicas até a cura completa para evitar complicações, inclusive novas DST.
Evitar a automedicação e as sugestões de tratamentos dadas por pessoas que não sejam médicas. A automedicação e os tratamentos incorretos podem dificultar a cura, pois:
Fazem surgir bactérias resistentes aos antibióticos;
· Mudam a aparência da doença, dando uma falsa idéia de cura e dificultando o exame médico;
· paciente não curado, embora não aparente mais a doença, ainda estará infectando seus parceiros, e a doença continua traiçoeiramente dentro do corpo.
A maioria das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), não apresenta sintomas fortes nas mulheres, quando estão no início. Isso porque o órgão sexual da mulher é "prá dentro", enquanto que o do homem é "prá fora". Por isso as mulheres precisam fazer exames com o ginecologista (médico de mulher) pelo menos uma vez por ano. Se a mulher tem um corrimento (secreção vaginal) que não dá coceira, não tem cheiro, é trasparente e em pouca quantidade, não é doença. Qualquer alteração, é bom perguntar ao médico o que está acontecendo.
Usando sempre camisinha, a gente fica livre das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e da AIDS. Mas, preste atenção! Tem que colocar e tirar do jeito certo! Não pode usar vaselina nem cremes gordurosos por que estraga a camisinha e, depois de usada, tem que jogar no lixo!



24.10.06




HIPERDIA (Programa hipertensos/ diabéticos)

As doenças do aparelho circulatório representam um importante problema de saúde pública em nosso país. Há algumas décadas são a primeira causa de morte no Brasil, segundo registros oficiais. Em 2000, corresponderam a mais de 27% do total de óbitos, ou seja, neste ano 255.585 pessoas morreram em conseqüência de doenças do aparelho circulatório.
A hipertensão arterial e o diabetes mellitus constituem os principais fatores de risco para as doenças do aparelho circulatório. Entre suas complicações mais freqüentes decorrentes encontram-se o infarto agudo do miocárdio, o acidente vascular cerebral, a insuficiência renal crônica, a insuficiência Cardíaca, as amputações de pés e pernas, a cegueira definitiva, os abortos e as mortes perinatais.

No SUS, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 1.150.000 das internações/ano, com um custo aproximado de 475 milhões de reais, sendo que nestes números não estão inclusos os gastos com procedimentos de alta complexidade.

A identificação precoce dos casos e o estabelecimento do vínculo entre os portadores e as unidades básicas de saúde são elementos imprescindíveis para o sucesso do controle desses agravos. O acompanhamento e o controle da hipertensão arterial e do diabetes mellitus no âmbito da atenção básica poderá evitar o surgimento e a progressão das complicações, reduzindo o número de internações hospitalares, bem como a mortalidade devido a esses agravos.

O Ministério da Saúde, com o propósito de reduzir a morbimortalidade associada a essas doenças, assumiu o compromisso de executar ações em parceria com estados, municípios e Sociedade Brasileiras de Cardiologia, hipertensão, Nefrologia e Diabetes, Federações Nacionais de Portadores de hipertensão arterial e Diabetes, Conass e Conasems para apoiar a reorganização da rede de saúde, com melhoria da atenção aos portadores dessas patologias através do Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus.

Nesta perspectiva, muitas ações estão sendo desenvolvidas no país. Uma delas é a disponibilização para estados e municípios de um sistema informatizado que permite o cadastramento de portadores, o seu acompanhamento, ao mesmo tempo que, a médio prazo, poderá ser definido o perfil epidemiológico desta população, e o conseqüente desencadeamento de estratégias de saúde pública que levarão à modificação do quadro atual, a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas e a redução do custo social.

O sistema informatizado permite cadastrar e acompanhar os portadores de hipertensão arterial e/ou diabetes mellitus, captados no Plano Nacional de Reorganização da Atenção à hipertensão arterial e ao Diabetes Mellitus, em todas as unidades ambulatoriais do Sistema Único de Saúde, gerando informações para os gerentes locais, gestores das secretarias municipais, estaduais e Ministério da Saúde.

O Sistema de cadastramento e acompanhamento dos portadores, Sistema HiperDia, é uma ferramenta útil para profissionais da rede básica e para gestores do SUS no enfrentamento destas doenças.


Medicamentos

O Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus visa o estabelecimento de diretrizes voltadas para o aumento da prevenção, detecção, tratamento e controle desses agravos, no âmbito da atenção básica do Sistema Único de Saúde - SUS.
Para o tratamento da hipertensão arterial, foram estabelecidos os medicamentos Captopril comp. 25 mg, Hidroclorotiazida comp. 25 mg e Propranolol comp. 40 mg e para o tratamento do diabetes mellitus os hipoglicemiantes orais Glibenclamida comp. 5 mg e da Metformina comp. 850 mg. além da insulina NPH-100 disponibilizada na rede sistematicamente.

À luz das evidências científicas mais atuais, o Ministério da Saúde adotou como padrão de tratamento da Hipertensão Arterial e do Diabetes Mellitus, medicamentos essenciais, preconizados pela Organização Mundial de Saúde - OMS, referendados pelo Comitê Técnico Assessor do Plano de Reorganização da Atenção a Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus, que serão disponibilizados em toda a rede pública de saúde do SUS, e todas as unidades básicas de saúde, dispensarão os medicamentos. Os medicamentos escolhidos, de eficácia terapêutica comprovada e seguros são:

Para o tratamento da Hipertensão Arterial:

Captopril com 25 mg.

Hidroclorotiazida com 25 mg.

Propranolol com 40 mg.


Para o tratamento do Diabetes Mellitus:

Glibenclamida com 5,0 mg.

Metformina comp. 850 mg.

Insulina NPH - 100 UI


22.10.06



O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ATÉ UM ANO DE IDADE



O desenvolvimento intelectual é um processo que começa desde o nascimento da criança (e, possivelmente, antes). Ao nascer, um bebê apresenta comportamentos simples e também alguns reflexos. Ele necessita de toda a atenção e cuidados do adulto, pois sozinho ele não sobreviveria.
É importante ficar atenta, pois o período que vai do nascimento à aquisição da linguagem é marcado por um extraordinário e complexo desenvolvimento da mente. O bebê progressivamente aumenta o autocontrole do seu próprio corpo e sentimentos. Assim, ele, conseguirá pouco a pouco lidar com as demandas da vida.
A melhor maneira de propiciar o desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo das crianças é através da companhia dos pais. Estimular este desenvolvimento brincando é a melhor opção.

Veja algumas dicas de estimulação:

1º. mês - Converse ou cante para o bebê. O som da sua voz é aconchegante e lhe transmite segurança. Faça massagem no seu filho estimule cada parte do corpinho dele: pés, mãos, costas, rosto. Você pode colocar uma música suave e revelar, através deste contato físico, seus sentimentos por ele pois, o toque de suas mãos transmitirá amor, carinho e segurança.

2º mês -Apresente objetos grandes e coloridos para que ele possa brincar e tentar alcançá-los com as mãos. Junto ao berço coloque móbile colorido dentro de seu campo visual.

3º. mês - Cante, faça gestos e expressões faciais. O bebê tentará imitá-la e responderá aos estímulos com sorrisos e ruídos. Estimule o tato do bebê com objetos de diferentes texturas. Ex: passe no pezinho ou na mão dele uma pluma e observe as reações; encoste em sua mãozinha algo áspero e depois macio. Coloque-o sentado no bebê-conforto ou no sofá apoiado por almofadas.

4º. mês - Conte histórias curtas e imite o barulho dos animais com diferentes tons de voz. O bebê tentará imitar você. Jogue brinquedos (bolas, dados) para ele tentar pegar. O bebê reconhece a voz do papai e da mamãe e irá olhar na direção de quem está falando.

5º. mês - Durante o banho do bebê brinque com a água e relate o que vocês estão fazendo. Deixe-o brincar com brinquedos macios, como mordedores, pois tudo que pega leva à boca. Coloque músicas de diferentes ritmos e dance com ele. Espalhe brinquedos ao redor do bebê e o deixe brincando no chão.

6º. mês - Durante as refeições relate ao bebê o que está comendo. Mostre os alimentos. Você pode convidá-lo a passear e ele lhe estenderá os bracinhos. Imite o barulho dos animais e objetos, como gatos, telefone, estimulando-o a fazer o mesmo. Ao ar livre deixe-o próximo a árvores, para que ele observe o balanço e barulho das folhas.

7º. mês - Dê brinquedos que façam barulho, coloridos, de diferentes formas e tamanhos. Coloque-os próximos ao bebê e estimule-o a buscá-los. Ensine-o a dar "tchau". Em pouco tempo repetirá os seus gestos. No banho, disponibilize brinquedos que flutuem para estimular a percepção e curiosidade.

8º. mês - Durante o banho mostre livrinhos apropriados e deixe-o manuseá-lo. Será uma grande diversão.Brinque de esconde-esconde com uma toalha ou cortina, o bebê baterá palmas de alegria. Deixe que o bebê jogue objetos no chão. Ele repetirá inúmeras vezes este movimento, assim estará criando a noção de causa e efeito. Conte histórias, mostrando as imagens do livro.

9º. mês - Deixe perto do bebê brinquedos grandes e coloridos. Ensine-o a empilhá-los e encaixá-los. Quando estiver com o bebê, relate tudo o que irá fazer. Ele começará a repetir sílabas. Deixe-o tocar em cachorros e gatos e converse sobre estes animais. Imite o barulho dos mesmos
.
10º. mês - Converse com o seu bebê e dê alternativas. Por exemplo: Você quer o urso ou a bola. Mostre à mamãe. Assim ele apontará o que quer e muitas vezes irá chorar se não for atendido. Dance e cante com ele no colo, ele tentará imitar a coreografia e soltará seus monossílabos. Dê-lhe um telefone de brinquedo. Assim, estará incentivando a linguagem do bebê. Leve-o a pracinhas e parques e deixe-o interagir com outros bebês e outras crianças.

11º. mês - Participe das brincadeiras de seu filho. Deixe à mão objetos que possam ser colocados e retirados de uma caixa ou balde. No banho coloque objetos que possam ser preenchidos com água e depois esvaziados. Leve-o a parques ou pracinhas e brinque com ele em escorregadores e balanços. Chame a atenção dele para objetos e animais conhecidos e também para as novidades. Estimule-o a beber água em copinhos ou com auxílio de canudinhos.

12º mês - Cante e conte histórias. Disponibilize livros e revistas para manusear. Incentive-o a comer sozinho e a guardar brinquedos. Ele já entende ordens curtas, portanto explique tudo a seu filho: o que estão fazendo, aonde vão etc... Brinque de "esconde-esconde" ou "pega-pega". Jogue bola com ele.


21.10.06





SAÚDE BUCAL


O que é uma boa higiene bucal?

Hálito puro e sorriso saudável são o resultado de uma boa higiene bucal. Isso significa que, com uma higiene bucal adequada:
- Seus dentes ficam limpos e livres de resíduos alimentares;
- A gengiva não sangra nem dói durante a escovação
e o uso do fio dental;
- O mau hálito deixa de ser um problema permanente.
Consulte o seu dentista caso as suas gengivas doam ou sangrem quando você escova os dentes ou usa fio dental, e principalmente se estiver experimentando um problema de mau hálito. Essas manifestações podem ser a indicação da existência de um problema mais grave. Seu dentista pode ensiná-lo a usar técnicas corretas de higiene bucal e indicar as áreas que exigem atenção extra durante a escovação e o uso do fio dental.

Como garantir uma boa higiene bucal?

Uma boa higiene bucal é uma das medidas mais importantes que você pode adotar para manter de seus dentes e gengivas em ordem. Dentes saudáveis não só contribuem para que você tenha uma boa aparência, mas são também importantes para que você possa falar bem e mastigar corretamente os alimentos. Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral das pessoas. Os cuidados diários preventivos, tais como uma boa escovação e o uso correto do fio dental, ajudam a evitar que os problemas dentários se tornem mais graves. Devemos ter em mente que a prevenção é a maneira mais econômica, menos dolorida e menos preocupante de se cuidar da saúde bucal e que ao se fazer prevenção estamos evitando o tratamento de problemas que se tornariam graves. Existem algumas medidas muito simples que cada um de nós pode tomar para diminuir significativamente o risco do desenvolvimento de cáries, gengivite e outros problemas bucais.
- Escovar bem os dentes e usar o fio dental diariamente.
- Ingerir alimentos balanceados e evitar comer entre as principais refeições.
- Usar produtos de higiene bucal, inclusive creme dental, que contenham flúor.
- Usar enxagüante bucal com flúor, se seu dentista recomendar.
Garantir que as crianças abaixo de 12 anos tomem água potável fluoretada ou suplementos de flúor, se habitarem regiões onde não haja flúor na água.
A melhor forma de evitar complicações é visitar regularmente seu dentista. Além de verificar a higienização bucal, pode realizar o tratamento necessário melhorando o quadro preventivo através de uma limpeza adequada e da aplicação do flúor.
Mas, apenas a visita ao dentista não é suficiente para a manutenção da saúde bucal. Para ter os dentes bonitos e saudáveis, deve-se escová-los corretamente após as refeições e usar diariamente o fio dental. O uso dessas medidas, associadas a hábitos alimentares saudáveis, são a garantia de um sorriso com sáude.


Anúncio provido pelo BuscaPé